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Veja como calcular o ROI das iniciativas de bem-estar promovidas na empresa
Veja como calcular o ROI das iniciativas de bem-estar promovidas na empresa

O cálculo do ROI das iniciativas de bem-estar promovidas pela empresa deve ser feito em diversos momentos – e cabe às lideranças monitorar de perto seus resultados para saber, de fato, o retorno financeiro sobre os investimentos despendidos em programas que visam a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores dentro e fora do ambiente de trabalho.

Desde o nível da satisfação da equipe até a diminuição de custos importantes, são muitos os fatores considerados para chegar ao famoso ROI – sigla usada para Return on Investiment que, em bom português, significa Retorno sobre Investimento. Como dissemos, esta é uma chave indicadora de performance extremamente valiosa para as empresas, pois aponta qual o lucro obtido a partir de investimentos realizados nas mais variadas áreas.

Para Leonardo Luiz, professor de Gestão de Pessoas da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville, “é importante reforçar que esta sigla é originária do campo dos investimentos e que deve ser usada pelo RH para pensar também no investimento sob o ponto de vista emocional dos colaboradores e não apenas no aspecto financeiro. Dessa forma, os retornos devem ser vistos, como maiores ou menores, no âmbito das relações interpessoais.”

Quando calcular o ROI das iniciativas de bem-estar?

Não há um consenso sobre qual é o momento ideal para uma companhia calcular o seu ROI. Porém, essa é uma métrica que deve ser calculada de acordo com os objetivos de curto, médio e longo prazos de cada empresa.

Portanto, quando falamos em quantificar o lucro obtido com programas de bem-estar dos colaboradores, o ROI deve ser calculado de acordo com a implantação da iniciativa.

Por exemplo: se um programa de prevenção de acidentes é aplicado por um período X e gera um custo Y à companhia, RHs e gestores devem se ater ao tempo e ao valor despendidos para fazer a conta.

Como calcular o ROI?

O ROI é uma conta matemática simples, mas que exige uma base de dados consistente e atualizada sobre os investimentos, as áreas e os programas contemplados. Isso vai fornecer dados corretos para a equação.

Cada empresa tem suas fórmulas pensadas originalmente para o mercado financeiro, mas tudo funciona de um jeito matemático”, resume Leonardo Luiz.

O cálculo do ROI é obtido com a seguinte operação:

ROI = (lucro do investimento – custo do investimento) ÷ (custo do investimento)

Vale reforçar que, ao calcular o ROI, deve-se levar em conta não só o retorno sobre a empresa como um todo, mas também sobre cada uma de suas áreas. Isso porque, muitas vezes, descobre-se que um setor da companhia obtém alto retorno sobre o investimento, enquanto outro é deficitário nesse sentido.

Quais são as métricas usadas para calcular o ROI das iniciativas de bem-estar?

Mais importantes do que a fórmula em si, as métricas utilizadas para calcular o ROI das iniciativas de bem-estar devem estar diretamente ligadas aos fatores que impactam na saúde e na qualidade de vida do colaborador. Listamos, abaixo, alguns deles. Confira:

Diminuição do turnover

Um índice que é bastante assertivo e constata que o ROI das iniciativas de bem-estar nas empresas é positivo é a diminuição do turnover. Quando esse indicador cai, podemos concluir que os investimentos estão sendo bem-sucedidos.

Além disso, o baixo turnover sinaliza que os colaboradores estão mais satisfeitos com a empresa. Isso traz a redução de custos com contratações e demissões, além de multas e outros encargos trabalhistas.

Queda do presenteísmo

Quando o presenteísmo está baixo, provavelmente o ROI das iniciativas de bem-estar está dentro do esperado. Esse indicativo pode ser medido pelo comportamento dos funcionários, que passam a fazer suas tarefas com atenção, são participativos em reuniões e estão em contato direto com seus líderes e gestores.

Baixa do absenteísmo

O baixo absenteísmo também indica que o ROI está adequado para a empresa. Afinal, esse indicador mostra que os colaboradores se sentem bem na companhia, sem dar vazão para problemas que os afastam de suas atividades.

Redução dos acidentes de trabalho

O fato de os acidentes de trabalho estarem quase que extintos na maioria das empresas demonstra que os funcionários preservam sua própria integridade física e estão atentos às suas atividades.

Aumento de retenção de talentos

A retenção de talentos é uma consequência da diminuição do turnover, além de uma métrica importante que indica o desejo dos profissionais de permanecerem na empresa.

Melhora do nível de satisfação dos colaboradores com a empresa

Este dado é obtido por meio de pesquisas de satisfação feitas para checar se os esforços da organização para melhorar o bem-estar do colaborador estão alcançando bons resultados.

Redução de custos por afastamentos médicos

Com a redução do número de acidentes de trabalho e do nível do absenteísmo, os custos com afastamentos médicos também caem na mesma proporção. O ROI das iniciativas de bem-estar nesse sentido deve ser bastante focado em cada área, levando em conta, principalmente, os setores considerados de maior risco à integridade física e mental dos profissionais.

Melhoria de produtividade

O aumento da produtividade dos colaboradores deve ser medida a partir dos resultados da empresa, por períodos que podem ser semanais, mensais, anuais, etc.

Junto a essa métrica, também é importante avaliar como cada funcionário está se empenhando para apresentar um maior índice de produtividade.

Crescimento do lucro

Como consequência direta de todos esses indicativos, chegamos ao aumento do lucro. Leonardo Luiz ressalta,  contudo, que os programas de bem-estar devem reforçar antes do retorno financeiro sobre o investimento, a qualidade de vida do colaborador.

“Quando falamos em bem-estar corporativo, devemos levar em conta uma política de benefícios que evidencie que o colaborador é primordial para a equipe e para as relações. A iniciativa deve fazer com que ele acredite na empresa e se aproprie desse campo”, conclui o professor.

Dessa maneira, o ROI das iniciativas de bem-estar em uma empresa deve considerar, prioritariamente, o investimento e o retorno sobre o capital humano – este continua sendo o maior ativo de uma organização.

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