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Estresse excessivo aumenta custos de empresas com a saúde dos funcionários
Estresse excessivo aumenta custos de empresas com a saúde dos funcionários

O estresse excessivo tem se tornado uma das principais causas de afastamento do trabalho e também um dos maiores responsáveis pelo aumento dos custos das empresas com a saúde de seus colaboradores. Isso porque ele tende a favorecer o surgimento de maus hábitos e até mesmo de doenças de origem psicológica/emocional.

Mas o que os RHs das empresas podem fazer para evitar os problemas decorrentes de um quadro de estresse acima do normal? E como devem agir para resolvê-los caso já estejam presentes? É o que vamos esclarecer a partir de agora para você. Confira!

Por que o estresse excessivo aumenta os custos com a saúde dos funcionários?

Como dissemos acima, o estresse excessivo e suas consequências têm elevado os custos das empresas com a saúde de seus funcionários e gerado uma série de outros problemas. “Podemos dizer que o estresse leva a custos visíveis, como faltas e afastamentos médicos e, quando generalizado, aumenta a sinistralidade do plano de saúde. Ele também é a causa de custos invisíveis, a exemplo da baixa produtividade”, afirma João de Queiroz Xavier, empresário e Diretor de Estratégia em Recursos Humanos na Ricardo Xavier RH.

Já do ponto de vista do colaborador, os quadros de estresse acima do normal  – embora ainda não recebam a devida atenção por grande parte das lideranças – tendem a ser um fator desencadeador de diversas doenças, como Síndrome de Burnout e depressão, além de estimularem hábitos pouco saudáveis.

O estresse, com toda a certeza, induz o indivíduo a iniciar o uso de álcool, fumo e drogas, além de favorecer até a compulsão alimentar. Trata-se de uma maneira de buscar conforto e alívio diante da situação enfrentada”, ressalta.

Qual a visão das empresas em relação ao estresse excessivo do funcionário e suas implicações?

A boa notícia é que, cada vez mais, as organizações estão compreendendo o quanto o estresse e as doenças relacionadas a ele podem aumentar os custos com a saúde do colaborador e estão trabalhando para mudar isso.

O tema vem ganhando força já há algum tempo. Acredito que boa parte das grandes empresas já compreende os impactos causados pelo estresse e, mais do que isso, entende a importância da qualidade de vida no trabalho. Talvez, o tema seja menos conhecido e abordado nas pequenas e médias empresas.Somado a isso, este assunto vem sendo mais discutido pela sociedade de maneira geral. Ainda que não seja na velocidade adequada, a conscientização sobre saúde mental e emocional está aumentando e, principalmente, as opções de ações para tratá-las”, analisa Xavier.

O que fazer para evitar o estresse excessivo do funcionário e não elevar os custos com sua saúde?

De acordo com o especialista em Recursos Humanos, de modo geral, há dois principais gatilhos desencadeadores do estresse que precisam ser compreendidos e trabalhados pelas empresas: a insegurança em relação ao futuro e a pressão por resultados.

Claro que existem outras origens, como, por exemplo, problemas com clientes ou fornecedores, problemas de relacionamento com chefe ou colegas e, até mesmo, problemas pessoais, como a perda de um ente familiar,  financeiros e outros. Mas esses casos são pontuais e localizados, portanto, precisam de prognósticos específicos ou situacionais.”

Com base nisso, ele dá as seguintes orientações para diminuir os custos com a saúde dos colaboradores derivados dos quadros de estresse excessivo:

Insegurança sobre o futuro

Quando a insegurança se torna o fator desencadeador do estresse, o melhor caminho a seguir é o da transparência. “É neste momento que as lideranças precisam comunicar qual a visão de futuro e os planos em relação aos problemas detectados. Mesmo que as notícias sejam ruins, costumamos dizer que ‘mais vale um terror imediato do que um terrorismo sem fim’”, afirma Xavier.

Pressão por resultados

Já quando os problemas são gerados pela pressão por resultados, a orientação é investigar e fazer um levantamento aprofundado para identificar até que ponto as metas estabelecidas podem realmente ser alcançadas.

Uma boa meta deve ser ousada, mas factível. Precisa ser SMART, ou seja, Specific (específica); Measurable (mensurável); Achievable (alcançável); Relevant (relevante) e Timely (temporal). Além disso, é fundamental preparar os gestores para que eles exerçam o papel de líderes e não somente de chefes. Por fim, colocar o tema ‘Qualidade de Vida no Trabalho’ como pauta de discussões e reuniões, por exemplo, também é importante para a conscientização dessas lideranças”, conclui.

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