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Funcionários millennials: saiba como os benefícios corporativos ajudam a retê-los
Funcionários millennials: saiba como os benefícios corporativos ajudam a retê-los

Quais benefícios corporativos oferecer para funcionários millennials a fim de retê-los por mais tempo nas empresas? Esta aí uma pergunta que não precisa de muito tempo para ser respondida. Afinal, estamos falando de um público que tem conceitos e necessidades completamente diferentes dos trabalhadores com mais de 40 anos, que fazem parte de outras gerações.

Mas, afinal, quem são os famosos millennials? O que eles buscam e como podem ser conquistados? Descubra todos os detalhes a seguir:

Raio-X dos funcionários millennials

Ainda que não haja um consenso sobre um período que defina a geração millennial, ou geração Y, são consideradas parte desse grupo pessoas nascidas entre 1979 e o ano 2000. Mas mesmo dentro desse período, existem diferenças de personalidade e vivências.

Rogério Leme, fundador da Leme Consultoria, consultor e professor da Sustentare Escola de Negócios e da FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica que “os chamados ‘Old Millennials’ (pessoas, hoje, com idade entre 30 e 40 anos) viveram parte de sua vida sem internet, principalmente no início da juventude e da entrada no mercado de trabalhoJá os ‘Young Millennials’ (abaixo dos 30 anos), vivenciaram a revolução dos smartphones, aproximadamente em 2007, e tinham entre 12 e 13 anos na época. Ou seja, tiveram mais acesso à informação e ao convívio com a tecnologia quando jovens e quando se tornaram profissionais.

“Old Millennials” e “Young Millennials” no mercado de trabalho

A pesquisa denominada “Millennials – Unravelling the Habits of Generation Y in Brazil” (algo como “Desvendando os Hábitos da Geração Y no Brasil”), realizada pelo Itaú BBA, banco de investimentos do grupo Itaú Unibanco, apontou que os millennials correspondem a 34% da população brasileira e já são 50% da força de trabalho.

De acordo com o levantamento, a estimativa é a de que esse número cresça até 2030, quando a geração Y representará 70% dos profissionais ativos.

Ainda em 2008, tivemos uma crise financeira muito forte e os ‘Old e Young Millennials’ foram afetados de maneira muito distintas. Os ‘Youngs’ ainda não tinham responsabilidades, ou sequer entendiam ou sabiam o que estava acontecendo. De outro lado, os ‘Olds’ sentiam na pele. Isso fez com que eles tivessem características diferentes, mesmo que dentro de uma mesma geração. Logo, essas diferenças influenciaram seus hábitos de consumo, interesses, comportamentos, relação de trabalho e prioridades na remuneração e benefícios”, analisa Rogério Leme.  

O especialista conclui dizendo que, “os ‘Youngs’ são menos pacientes, mais imediatistas e realistas. Já os ‘Olds’, são mais colaborativos, valorizam o coletivo e são mais flexíveis, quando comparados ao outro grupo. Porém, ambos são millennials e, com isso, estão antenados e conectados e querem sempre participar e opinar.” 

O que os funcionários millennials consideram na hora de escolher ou permanecer em uma empresa?

Essas diferenças de realidade, ainda mais comparada às gerações anteriores, fazem com que os millennials considerem mais que os benefícios corporativos na hora de entrar e permanecer em uma empresa.

Leme cita alguns fatores que esse grupo pondera antes da tomada de decisão:

  • Clareza de carreira: tanto em termos de crescimento de postos de trabalho (vertical) quanto de remuneração (horizontal);
  • Desafio: ter uma conexão emocional, um motivo para estar na empresa.  É o querer fazer parte e ser protagonista;
  • Possibilidade de desenvolvimento: ter um ambiente no qual seja possível colocar não só de suas competências em prática, mas também desenvolver novas;
  • Ambiente e perfil de empresa: dinâmica, ágil e que esteja em constante transformação.

Como utilizar os benefícios corporativos como estratégia para reter funcionários millennials?

Não há dúvidas que os benefícios corporativos podem ajudar na retenção dos millennials, porém, os benefícios flexíveis são os mais interessantes, pois dão a possibilidade de escolha”, afirma o especialista.  

Baseado nessa orientação, confira, a seguir, algumas ações que podem ajudar a reter esses talentos:

Permitir horários diferenciados

Rigidez, ainda mais nos horários de trabalho, é um fator que não atrai, nem agrada, a geração Y. Por isso, empresas que querem contar com esses profissionais em seu time devem permitir (e oferecer) rotinas mais flexíveis.

Dar feedbacks

A comunicação é um ponto que os millennials valorizam bastante. Por conta disso, dar feedbacks regulares, pontuais, respeitosos e que incentivem o crescimento também deve fazer parte dos benefícios corporativos de uma empresa que busca reter esses talentos.

No entanto, é fundamental lembrar que um bom diálogo consiste também em saber ouvir. Por isso, deixar que esses profissionais exponham suas opiniões complementa a estratégia e pode ser uma excelente forma de obter novas ideias e pontos de vista.

Oferecer um propósito

Os profissionais da geração Y não querem apenas alcançar metas e trabalhar por um salário todo mês. As pessoas desse grupo buscam um propósito de vida e de carreira, por isso é importante para eles causarem um, impacto positivo, tanto para os clientes quanto para a sociedade.

Além disso, por serem muito criativos e estarem sempre por dentro de inovações tecnológicas, estimular a participação dos millennials e oferecer a oportunidade de eles apresentarem novas soluções reforça uma cultura organizacional moderna e aberta a novas possibilidades.

Possibilitar escolher os benefícios corporativos

Os benefícios corporativos tradicionais, claro, não devem ser deixados de lado, contudo, é importante oferecer outros atrativos aos millennials. “Recompensa financeira como prêmios, mas de curto prazo, são itens em alta. Quanto aos benefícios corporativos tradicionais (assistência médica, odontológica, combustível, estacionamento, cartão de descontos, auxílio-creche, entre outros), eles só se tornam atrativos quando possibilitam alternativas. Ou seja, a geração Y prefere escolher quais os melhores para a sua realidade. Por isso, é importante oferecer variações, por exemplo, Plano de Saúde, mas com a opção A, B ou C”, conclui Leme.

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