Gestão
Líderes eficientes transmitem mais segurança durante crise do coronavírus
Líderes eficientes transmitem mais segurança durante crise do coronavírus

Devido ao período pra lá de conturbado que enfrentamos desde março deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus, liderar não tem sido uma função fácil para a maioria dos executivos brasileiros. Diante de uma crise mundial sem precedentes, a figura de líderes eficientes nunca foi tão necessária dentro das empresas para transmitir, sobretudo, segurança aos colaboradores.

“Liderar na incerteza está sendo um grande desafio. O cenário muda a cada semana, às vezes, a cada dia. Além disso, a demissão, a suspensão de contratos e o gozo forçado de férias dos colaboradores diminuíram a capacidade do trabalho em equipe, obrigando o/a líder a otimizar os processos e a dividir as tarefas. Por essa razão, a liderança deve ser transparente na sua fala, deixando o time ciente de todas as decisões da empresa e atualizado a cada mudança de cenário, se mostrar disponível para ouvir o time, entendendo suas dificuldades, sentimentos e medos, além de estar atenta para sinais de esgotamento físico e mental dos colaboradores, mantendo uma linha aberta e direta de diálogo nesse sentido. Se a empresa tiver condições, vale disponibilizar, inclusive, atendimento psicológico para os colaboradores, evitando, assim, o seu afastamento do trabalho. Afinal, investir em saúde é investir em resultados”, analisa Henrique Canfield, professor de Gestão de Pessoas, especialista em Liderança e treinador de líderes.

Investir na saúde mental do colaborador, como já dissemos por aqui, já virou uma premissa básica para qualquer empresa que deseja manter a produtividade e tornar-se competitiva no mercado, sobretudo na pandemia. E dados de uma pesquisa recente realizada pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) comprovam isso. De acordo com o estudo, o número de pessoas depressivas praticamente dobrou durante a quarentena. Os quadros de ansiedade e estresse também tiveram aumento de 80%.

O perfil dos líderes eficientes mais valorizados durante a pandemia

De acordo com o especialista, existem características que passaram a ser mais valorizadas em um líder neste contexto de pandemia.

“A característica que será muito valorizada na relação empresa – líder é a capacidade de se adaptar a mudanças de cenários e rapidamente reorganizar a equipe. Já na relação líder – time, a confiança está em alta, juntamente com autonomia de trabalho. Como o desenvolvimento de novas competências, destaco a gestão pela autorresponsabilidade e a curiosidade por tecnologia. Gestão do tempo, priorização de tarefas e aperfeiçoamento da comunicação também serão necessários.  Acredito que, para um líder com estilo de comando e controle, será um grande aprendizado ter seu time trabalhando a distância e podendo ver resultados satisfatórios”, indica Canfield.

Além disso, cabe às lideranças também ajustarem suas ações de acordo com quatro pilares fundamentais para qualquer organização: pessoas, cultura, processos e ferramentas.

“Falo nos meus treinamentos de liderança para executivos que o bom líder é forjado nas dificuldades. Liderar quando a empresa está sustentável, o clima está bom e o salário em dia já é um desafio. Mas é num momento de redução de jornada de trabalho, demissões, suspensão de contratos e incertezas que o bom líder aparece. Saber executar a estratégia da empresa e estimular o time está sendo a maior exigência das lideranças. Não é mais tolerado um líder com práticas de ameaças, gerador de tensões desnecessárias e que não tenha uma comunicação clara e transparente. Ser autêntico e coerente com as ações deixará a equipe muito mais confiante, mesmo que seja para demitir, se necessário, e ter conversas difíceis com o time”, ressalta.

O que o presente e o futuro exigem das empresas e dos chamados líderes eficientes?

Em um mundo que mudou com mais velocidade por causa da pandemia, é preciso que os líderes tomem ações alinhadas aos novos comportamentos, tecnologias e relações humanas que o futuro já está exigindo.

Veja quais são as principais atitudes e tendências exigidas para o pós-pandemia, segundo Henrique Canfield:

  • Ter maior presença digital entre empresa-líder-time;
  • Reconsiderar deslocar líderes para reuniões presenciais e conferências em outros estados e cidades;
  • Tornar líderes ainda mais digitais;
  • Fazer treinamentos relacionados ao uso de novas ferramentas digitais para garantir habilidades digitais a times e líderes;
  • Reengenharia e downsizing, ou seja, foco nos processos e fluxos de trabalho mais eficientes com otimização de pessoal e custos;
  • Mudança de mentalidade; essa será a maior mudança;
  • Novos modelos de negócios.

 

Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notificação de

Newsletter

Assine nossa Newsletter para receber as novidades Vidalink e artigos sobre bem-estar.