Gestão
Qual será o "novo normal" para os RHs pós-pandemia?
Qual será o "novo normal" para os RHs pós-pandemia?

Como será o tal do “novo normal” que tanto tem se falado nesta pandemia? E de que forma a nova realidade a que estamos sendo submetidos afetará o trabalho dos RHs daqui para a frente?

Essas são algumas das perguntas que têm afligido muitas empresas e profissionais, sobretudo com a retomada da economia e de parte da nossa rotina. Afinal, ainda que não tenha sido encontrada uma solução definitiva para o novo coronavírus, a flexibilização de muitos estados tem permitido que as organizações retomem suas atividades de forma presencial, respeitando todos os protocolos de segurança para prevenir novos casos de COVID-19.

Diante de tudo isso, quais medidas tomadas durante a pandemia tendem a continuar quando tudo isso terminar? Como a nova realidade será refletida no trabalho das equipes de Recursos Humanos no dia a dia? É o que veremos agora, confira!

O que esperar do “novo normal” para os RHs?

Se antes a preocupação era manter os funcionários seguros e o negócio funcionando da melhor maneira possível, hoje as empresas já estudam maneiras de se adaptar ao “novo normal” que vem por aí e que esbarra, é claro, no trabalho dos RHs. Um dos pontos que mais causou mudança na área foi o home office. A medida adotada por boa parte das organizações para se manterem ativas e, ao mesmo tempo, protegerem os colaboradores de uma possível contaminação, trouxe diversos desafios.

O departamento de Recursos Humanos, que tem a característica de atuar perto dos profissionais, se viu diante do desafio de continuar se relacionando com eles, mesmo a distância. Novas leis também surgiram, exigindo uma adaptação rápida e uma disponibilidade extra das equipes para esclarecer todas as dúvidas e receios dos trabalhadores.

“Independentemente do segmento da empresa, o sucesso só é atingido através de talentos. Por isso, o RH é um setor estratégico nas organizações, responsável por contratar, treinar, desenvolver e acompanhar os colaboradores, seguindo todas as leis trabalhistas. E nesta pandemia, ele precisou intensificar o seu papel. Foram criados, ou aprimorados, meios para garantir a comunicação remota, passou-se a buscar alternativas para manter os postos de trabalho (Medida Provisória 938/2020, por exemplo) e fazer o uso intenso de tecnologias, mas sem perder a essência de um setor que cuida de pessoas. E quando mencionamos pessoas, estamos falando de histórias diferentes, de suas famílias, de seus medos, sonhos e expectativas”, analisa Thaís Lourenço Dutra, psicóloga, especialista em RH e professora de Recursos Humanos do Centro Universitário Ítalo Brasileiro.

Considerando todas essas mudanças, confira, a seguir, o que os RHs podem esperar neste momento de retomada:

Adequação às novas formas de trabalho e leis trabalhistas

Grandes empresas como Google, Facebook e Twitter já anunciaram que vão adotar o home office definitivamente, mesmo após a pandemia. No Brasil, uma pesquisa apontou que 74% das empresas pretendem seguir pelo mesmo caminho.

Essa é uma das mudanças provocadas pelo novo coronavírus que, ao que tudo indica, veio para ficar em muitos setores. Diversas organizações perceberam que é possível manter a produtividade e a lucratividade mesmo com seus profissionais atuando de casa. Entre os entrevistados, 59% disseram que há mais pontos positivos do que negativos no trabalho remoto.

No entanto, para manter esse “novo normal”, as empresas e, sobretudo os RHs, vão precisar ficar por dentro das leis trabalhistas para garantir a correta adequação, além de encontrar maneiras de continuar mantendo os cuidados com a saúde física e mental dos profissionais a distância.

Uso maior da tecnologia para diversas atribuições

Se o trabalho remoto realmente se tornar uma realidade na maior parte das organizações, a tecnologia vai precisar ser usada ainda mais pelos RHs.

A internet será o veículo usado não apenas para as atividades profissionais e o controle de ponto e frequência, mas também para manter o engajamento e promover relacionamentos de qualidade entre equipes e gestores.

Mesmo empresas que voltaram a atuar in loco podem usar soluções tecnológicas para levar mais conhecimento e motivação aos profissionais. Isso é bastante válido, especialmente porque ainda vai levar um bom tempo para que seja possível reunir várias pessoas em um mesmo espaço para ministrar cursos, por exemplo.

É um cenário novo e ainda temos muitas incertezas do que virá pela frente. Mas sabemos que precisaremos estar mais atualizados do que nunca, seja por meio de graduações, cursos e webinars com profissionais especializados, que poderão trazer informações em tempo real sobre o que está acontecendo no mercado e nas organizações, além de técnicas e ferramentas para demandas específicas”, orienta Thaís.

Nova visão do Recursos Humanos

Para muitos, o RH era um departamento lembrado apenas para assuntos referentes a recrutamento, seleção e pagamento. No entanto, a pandemia do novo coronavírus deu uma nova visão e importância ao setor.

Segundo a especialista, muitas das mudanças foram positivas e tendem a se manter no futuro. Afinal, a área de Recursos Humanos tornou-se mais participativa ao contribuir com o engajamento, a motivação e a construção de uma comunicação mais efetiva com os profissionais durante a crise. Além disso, as equipes precisaram encontrar soluções menos burocráticas e benéficas para ações que antes eram comuns, ganhando ainda mais pontos.

Olhar mais intenso para o cuidado com o profissional

Uma questão bastante evidenciada pela pandemia do novo coronavírus e que tende a se manter no “novo normal” é a necessidade do cuidado com os profissionais, especialmente com a sua saúde mental.

O medo e a incerteza fizeram com que quadros de ansiedade e depressão aumentassem durante a quarentena que, além de comprometerem a vida pessoal do funcionário e até sua saúde física, podem levar à queda de produtividade.

Pensando nisso, a professora do Centro Universitário Ítalo Brasileiro ressalta que muitas empresas já contam com um psicólogo para fazer um  atendimento especializado. Ou seja, daqui para a frente, as equipes de Recursos Humanos devem ter uma participação ainda mais forte nesse sentido.

Será preciso, também, eliminar qualquer disputa de ego. Todos precisam se unir e atuar de forma estratégica para atingir o sucesso. A metáfora de ‘todos remarem para o mesmo lado’ nunca fez tanto sentido como agora. Temos de ser estratégicos, mas sem esquecer que somos pessoas que cuidam de outras pessoas”, conclui.

Vida – wellbot (robô virtual) de bem-estar da Vidalink – como apoio ao colaborador

A Vida é o wellbot (robô virtual) de bem-estar da Vidalink criado para promover a mudança de hábitos e o fortalecimento emocional dos profissionais dentro e fora do ambiente de trabalho, por meio de trilhas de conteúdo criadas com exclusividade por especialistas em desenvolvimento comportamental (médicos, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos e coaches).

Justamente por isso, ela consegue falar sobre saúde mental com o usuário driblando o estigma tradicional que envolve quadros de ansiedade e depressão e identificando antecipadamente comportamentos que indicam problemas relacionados à saúde emocional. Ela também dá suporte às pessoas com quadros diagnosticados com informações sobre possíveis efeitos colaterais, terapias complementares, riscos do abandono do tratamento, lembretes de recompra dos medicamentos, entre outras ações.

Além disso, a Vida consegue atuar em prol do desenvolvimento profissional dos colaboradores com treinamentos que visam estimular a sua autoconfiança para que eles atinjam picos de performance no trabalho, administrem bem o tempo e conquistem seus objetivos. Confira os detalhes no vídeo https://bit.ly/3bOhhqi.

 

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