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Big Data no RH: entenda o papel dos dados para uma gestão estratégica de pessoas
Big Data no RH: entenda o papel dos dados para uma gestão estratégica de pessoas

Embora seu potencial ainda não seja completamente explorado pelas empresas, a utilização do Big Data no RH está, cada dia mais, se tornando uma realidade por aqui. Afinal, a ideia de capturar uma grande quantidade de informações para analisá-las com mais precisão tem se tornado fundamental para uma gestão estratégica de pessoas.

Mas como funciona esse tipo de recurso? Como ele pode ser aplicado? Quais as suas vantagens? É tudo o que vamos esclarecer agora. Confira!

O que é Big Data?

O conceito de Big Data é utilizado para se referir à captura e ao armazenamento de um grande volume de dados, vindo das mais variadas fontes. Deise Léia Farias Hofmeister, mestre e doutoranda em Administração e coordenadora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Positivo, nos ajuda com essa definição. “Big Data é uma ferramenta de inteligência artificial que ajuda a analisar grandes quantidades de dados. Apesar de ser mais usada na área financeira, de controladoria, entre outras, se tornou de fundamental importância para o departamento de Recursos Humanos”, explica.

Vale a pena lembrar que é a partir do Big Data que o People Analytics entra em cena, por se tratar da análise de dados aplicada à gestão de pessoas.

Em quais pontos o Big Data no RH pode ajudar?

Segundo a especialista, uma das grandes vantagens de ser ter o Big Data no RH é a possibilidade que ele dá de mensurar diversos dados e, principalmente, o desempenho dos colaboradores.

Quando se trata da área de Recursos Humanos é preciso, por exemplo, ter informações desde o momento em que o profissional cadastra o currículo no link ‘Trabalhe Conosco’ até ele ser promovido. Ou seja, é fundamental ter todas as informações concentradas de sua trajetória, a fim de fazer uma boa avaliação de desempenho.”

Contudo, é preciso deixar claro que o Big Data no RH visa melhorar os processos, mas nunca será por si só uma ferramenta tomadora de decisões. Essa função continua sendo das pessoas, ou seja, dos gestores e profissionais que estão à frente do departamento.

Deise também esclarece que uma das maiores dificuldades da área de gestão de pessoas é a leitura de métricas. Ao se deparar com números de absenteísmo, por exemplo, o resultado pode ser decorrente de diversas situações. E a existência de um Big Data no RH auxilia muito na hora de fazer essa análise, levantar as causas e de encontrar as melhores soluções para resolver o problema.

Outro ponto de grande auxílio desse recurso está no processo de contratação com mais qualidade, que se estende também para as promoções e até mesmo demissões.  Isso porque, com dados que podem ser analisados de maneira mais concreta e pontual, o RH tem mais parâmetros para tomar decisões, pois passa a conhecer melhor as evidências boas e ruins de cada fase, identificando o que pode ser melhorado.

No entanto, para conseguir tudo isso, é essencial que se tenha uma boa base de informações para que o sistema faça a leitura correta de todas elas.

Outras vantagens da utilização da ferramenta

Ter dados e mensurá-los de maneira mais assertiva dá ao RH inúmeras possibilidades de melhorar seus processos de gestão de pessoas, bem como:

  • Identificar motivos e promover a redução de custos gerados por turnover, presenteísmo, absenteísmo, afastamentos médicos e outros;
  • Identificar necessidades de aprimoramento profissional e, assim, promover treinamentos mais direcionados;
  • Definir estratégias mais eficientes, ajudando no crescimento da organização;
  • Atrair novos talentos e evidenciar os que já estão na empresa;
  • Aumentar a produtividade das equipes;
  • Identificar falhas em processos;
  • Valorizar o patrimônio humano;
  • Reduzir erros operacionais.

Como o Big Data no RH impacta no bem-estar dos colaboradores?

As informações levantadas por meio do Big Data pelas equipes de RH são essenciais para que se possa conhecer melhor o perfil dos colaboradores e suas necessidades, assim como para promover o seu bem-estar no trabalho.

Em grandes corporações, por exemplo, já é normal encontrar modificações no cardápio do refeitório a partir das informações obtidas. Saber o número de pessoas com obesidade, diabetes, pressão arterial elevada, entre outras doenças, é uma forma de melhorar a qualidade de vida do profissional e seu desempenho dentro da empresa. Somado a isso, é uma forma de trabalhar a prevenção também. Cada vez mais, as empresas fazem campanha contra o tabagismo, incentivo ao consumo de alimentos mais saudáveis, à prática de atividade física, etc. Tem muita coisa acontecendo dentro das organizações, , mas é preciso de dados e informações como a base de tudo, como o ponto de partida”, finaliza Deise.

Como implementar o Big Data no RH na sua empresa?

O papel do RH vem mudando ao longo dos anos dentro das organizações. Hoje, a área faz parte de uma gestão mais estratégica e tem grande peso para o crescimento dos negócios.

Quando falamos em implementar o Big Data no RH, é preciso relembrar que as tomadas de decisões permanecem sendo dos gestores e profissionais do setor. A ferramenta é apenas uma boa maneira de chegar a resultados precisos, deixando o “achismo” de lado.

Segundo a coordenadora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Positivo, os profissionais da área devem se tornar mais analistas e buscar entender o que os números apresentados querem dizer para aproveitar ao máximo o recurso.

É preciso entender os indicadores, os números. Por exemplo, se você tem 3% de absenteísmo, isso é muito ou é pouco? O sistema apontou 10% de qualidade de vida, como se analisa esse dado? O futuro do RH está em saber como utilizar essas informações e identificar para que se precisa delas”, pontua.

Além disso, é essencial saber programar os sistemas para se obter uma avaliação correta e coerente. “Os profissionais que estão à frente da área de Recursos Humanos, se conseguirem programar um modelo de avaliação coerente com a empresa, considerando a sua cultura, o número de funcionários e o que se vivencia no dia a dia, vai ter um grande ganho na análise de pessoas. Mas se não souberem programar, não terão as informações e, consequentemente, não farão uma boa avaliação dos resultados, impedindo a continuidade dessa estratégia”, ressalta.

Informação inteligente para um RH estratégico

Como dissemos, a capacidade de analisar e agir sobre os dados é fundamental para os RHs das empresas que buscam se diferenciar no mercado. É por isso que a Vidalink, por meio de um intenso trabalho de Business Intelligence, dispõe de dados seguros, confiáveis e de fácil interpretação que permitem a cada equipe de Recursos Humanos o acompanhamento de indicadores-chave para a gestão da saúde e do bem-estar de seus colaboradores, além de uma análise profunda em relação ao consumo de medicamentos e à evolução do uso do benefício Vidalink pela sua população.

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